segunda-feira, 18 de maio de 2009

É só comigo que estas coisas acontecem?

Cena Um:
*Cenário: um shopping center qualquer da cidade, lotado, porque, exatamente como você, ninguém tem nada melhor para fazer no domingo à tarde...

Você está com a família no shopping, marido, filhos gêmeos, cunhada-amiga-madrinhadosmoleques e sobrinhas. Estão todos lá, shoppeando...
Daí, o marido vai tirar o filho do carrinho para "dar uma volta, andar um pouco", e, de repente, ele te olha com aquele olhar entre culpado e amedrontado (?), e diz:
- O elástico da calça do M. estava solto...
- ... e? você pergunta sem entender.
- Entrou.
- O quê?
- O elástico da calça estava solto e entrou no cós.
(Explique-se que a calça do moleque é daquelas para bebê que se ajusta no cós, com um elástico que fica preso em botões. As mamãs de plantão conhecem bem, estou certa?! E também sabem que quando a joça do elástico "entra", haja saco pra tirar!)
Daí, vai você (porque estas tarefas "inglórias" só sobram para as mães) tentar tirar o elástico de dentro do cós. Isto, com a calça vestindo o moleque e ele esperneando, claro.
- Filho, fica quietinho, por favor. Ajuda a mamãe, que está difícil. - você diz umas três vezes.
Aí, depois da terceira, quando você se dá por vencida e entende que daquele jeito não vai dar certo, você apela e tira a calça do moleque, deixando ele lá só de fraldas, no meio da praça central do shopping. Você, então, tira daquela sua super bolsa, uma pinça e, agora, devidamente paramentada, tenta pinçar o raio do elástico.
Em resumo, meia hora e uma quase-LER depois, está lá a calça, com o elástico ajustado e bem preso no botão, e devidamente no lugar, ou seja, cobrindo as partes pudentas do seu moleque, que passeia feliz da vida.


Cena Dois:

*Cenário: o mesmo shopping, um tempo mais tarde...

Você está numa cafeteria, tomando seu cappuccino e tentando manter aquele bate-papo com sua cunhada-amiga-madrinhadosmoleques. Acaba a energia no shopping (pela quinta vez, desde que vocês chegaram). Desligam o ar condicionado. Vocês começam a derreter de calor. Os moleques (gêmeos, lembram?) começam a choromingar, e minutos depois, desatam a berrar de calor, e tudo o mais.

Você tenta subornar a sua filha, que chora desconsolada, com o seu crachá da empresa ou um pão de queijo (o que funcionar primeiro), tudo para tentar desesperadamente manter aquele papinho que estava fluindo tão bem, enquanto o Marido tenta consolar o garoto, sabe deus como.
Daí você escuta, o seguinte comentário, numa voz feminina, vindo da mesa atrás de vocês:
- Gêmeos, deeeeus me livre. Olha só o sofrimeeento! Estou fora. Deeeeus me livre! (Assim mesmo, bem enfático.)
Você se deu ao trabalho de olhar para trás para mirar a "pessoa" que proferiu esta pérola? Nem eu.


Essenciais

Eu passo mal com estas coisas:


Dita, quem mandou você compartilhar isto. Viciei.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Essa vai para a Dita!

Mais uma da Joaninha, em homenagem à Dita:


Mais aqui.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Meus passarinhos ensaiam voo

M., a minha passarinha, está andando. Ela estava meio preguiçosa, não queria nem saber de ensaiar seus passinhos, enquanto o passarinho, o M., que já anda a quase um mês, não pára quieto um segundo, e quer andar sozinho, sem ajuda de ninguém; o guri só quer ser "o independente".

Pois é, na terça-feira passada, chegamos para buscá-los na creche, e as "tias" estavam todas em polvorosa, porque a M. simplesmente se levantou e saiu andando, assim de repente.
E eu não presenciei isto. Eu não estava lá.

Eles crescem tão rápido. Eu não consigo acompanhar. Não fui a primeira a vê-los andando. E sinto que vou perder muitos mais momentos preciosos como estes.
Às vezes, pego-me pensando se vale à pena tamanho sacrifício, para mim e para eles...

Que tenhamos todas um Feliz Dia das Mães!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Simpsonize me

Olha só o M. e a M. em versão Simpsons:




Querem sua versão Simpsons também?

É fácil: entre no site Simpsonize me, baixe uma foto de frente e de close, preferencialmente, vá clicando nas opções, até que o personagem fique parecido com você. Horas de diversão garantida. Você pode escolher roupas, acessórios, cortes de cabelo, cenários, etc. E se seu inglês não é assim uma Brastemp, o site disponibiliza a versão em português. Mas nem precisava, de tão simples.

Você pode fazer a sua versão, colocar num porta retratos (ainda tem hífen?) e decorar a estante ou mesa de trabalho. Garanto que todos vão achar o máximo. Pensei em presentear o Marido com a versão Simpson dos babies e em colocar no quartinho deles, claro. Não ficaria legal?

*Obrigada pela dica, Dani, diverti-me de montão!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Profissa pacas

Olha o que eu recebi de uma amiga por e-mail (e traduz tão bem meu sentimento atual com relação ao trabalho rsrs):

O que é ser advogado?

Você trabalha em horários estranhos (igualzinho às putas!).
Te pagam pra fazer o cliente feliz (igualzinho às putas!).
Seu trabalho sempre vai além do expediente (igualzinho às putas!).
Você é mais produtivo à noite (igualzinho às putas!).
Você é recompensado por realizar as idéias mais absurdas do cliente (igualzinho às putas!).
Seus amigos se distanciam e você só anda com outros iguais a você (igualzinho às putas!).
Quando vai ao encontro do cliente, você tem de estar sempre apresentável (igualzinho às putas!).
Mas, quando você volta, parece saído do inferno (igualzinho às putas!).
O cliente quer sempre pagar pouco, mas exige que você faça maravilhas (igualzinho às putas!).
Quando te perguntam em que trabalha, você tem dificuldade para explicar (igualzinho às putas!).
Se as coisas dão errado, é sempre culpa sua (igualzinho às putas!).
Todo dia, ao acordar, você diz: 'NÃO VOU PASSAR O RESTO DA VIDA FAZENDO ISSO!' (igualzinho às putas!).


Estava até pensando em mudar de profissão, mas acho que não ia fazer muita diferença...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Você faz e a Oilily copia

Adoro tudo que é craft, tudo que é "foufu", tudo que é cute.

Um dos primeiros blogs craft que conheci e passei a acompanhar foi da Rosa Pomar, uma portuguesa tchuca que faz umas coisas lindas de viver. Olha só, estes bonecos não são de endoidecer qualquer ser vivente:



Mas este post não objetiva somente mostrar as coisas tchucas que a Rosa faz (não que essas fofuras não mereçam). O objetivo principal é extravasar a minha indignação com o crime (não é só injustiça, não!) que estão cometendo contra a ela.

Somente quem trabalha com crafts (ou curiosos, como eu) tem conhecimento do intrincado processo de criação e produção de uma peça craft original. Imagine-se na seguinte situação: você, como bom crafter que é, passa horas e horas pesquisando técnicas e materiais, e depois, mais horas ainda tentando aplicar as técnicas aprendidas na transformação de tecidos, linhas, papéis, etc. naquilo que somente existia em seus sonhos, e para isto, gasta muito dinheiro em suprimentos, porque, afinal, serão várias tentativas - e erros-, até que resulte em algo que agrade aos olhos e ao coração. A partir daí, ainda que você confeccione muitas outras peças, com a mesma técnica e materiais, cada uma será totalmente diferente, cada uma será única. E, então, num belo e ensolarado dia, descobre que alguém está produzindo em escala industrial cópias chinesas mal acabadas e de qualidade bastante duvidosa do seus trabalhos. Não é de lascar!

Pois é exatamente o que está acontecendo com a Rosa Pomar.

Uma conhecida marca européia de roupas para bebês, a Oilily, tem copiando, mal e porcamente, ressalte-se, o trabalho da Rosa.

Há uma grande diferença entre copiar o trabalho de alguém e buscar inspiração neste trabalho, para fazer algo seu, que terá impressa a sua marca pessoal.

Neste caso, é fácil fazer a associação entre a cópia e o original (da Rosa) , pelas características, design, cores, etc., porém, mais fácil ainda é perceber qual é a cópia, pela péssima qualidade e porque o trabalho da Rosa Pomar é único, lindo e inconfundível.

Bom, alguns chamam de injustiça, desonestidade, eu chamo de crime! Isto mesmo, crime. E, como sou advogada, tenho uma vaga idéia do que estou falando. Não sei qual a tipificação e as penas deste delito na Europa, mas aqui é, no mínimo, falsificação, vulgo pirataria. Dá cadeia (ou pelo menos deveria). Claro que não é um processo simples, mas ainda acho que a Rosa deveria tentar processar a Oilily, e pedir indenização por danos morais e materiais, e até lá ela tem meu total apoio.




Aqui mais detalhes.