segunda-feira, 8 de junho de 2009
Novos planos
Tudo bem. Vou aproveitar para colocar um pouco de ordem na casa. E quando digo isso, não falo apenas do apê, que bem que está precisando, afinal me mudei a mais de um ano e a maioria dos meus livros ainda estão embalados, assim como os CDs e os DVDs. Nem sei se o aparelho de DVD ainda funciona, vai ver desistiu de viver, o pobrezinho, tamanho o abandono.
Enfim, estou precisando colocar um pouco de ordem na cabeça também. Repensar algumas coisas, algumas posições e conceitos meus. Repensar a importância que tenho dado a determinadas coisas, situações, e até pessoas. Dito assim, parece frieza e mesmo egocentrismo, mas não se trata disto. Percebi que, talvez na ânsia de tentar me tornar parte de algo, de um grupo, e minimizar aquela antiga sensação de não pertencer a lugar, ou mesmo, a tempo algum, vejo que permiti que minha percepção ficasse um tanto embotada. Porém, nos últimos tempos, tenho retomado meu censo crítico, diria até meu amor próprio. Muitas vezes, para mantermos uma 'amizade', fechamos os olhos a determinadas atitudes, que podem muito bem espelhar traços do verdadeiro caráter das pessoas. Somos condencendentes, encontramos justificativas, ou simplesmente, deixamos passar. No entanto, tenho me questionado se vale à pena...
Enfim, repensar será o verbo, o lema das minhas férias.
* Claro que o calendário de férias inclui outras singelas, porém imprescindíveis, atividades, como ir ao cinema. Há quase um ano que não vou ao cinema. Deve ser por isso que me sinto tão por fora de tudo.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
...
Quando vi o rostinho das crianças me olhando sem entender nada, tentei me acalmar.
Agora, já estou melhor. Nem sinal da ira que me acometeu. Só uma dorzinha de cabeça e a taquicardia e dificuldade para respirar, como se tivesse um bloco de concreto sobre o peito. Estas persistiram o dia todo, todinho.
Acho que disfarçei bem, ninguém do trabalho percebeu. Vendo bem uma aura de felicidade. Tem gente que até diz que me inveja. Inveja boa, dizem. Nem sei se isso existe.
Não sei bem o que provocou o ataque. Sei que sinto um extremo cansaço e desânimo. Vontade de não fazer nada. Ir para casa e dormir muito, muito. Se eu pudesse...
Não consegui chorar ainda. Se chorasse, creio que aliviava...
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Das coisas que nos entristecem
Pediu-me mil desculpas, disse-me que estava consternada, que aquilo não deveria ter acontecido, mas que não havia sido falta de cuidado, porque a garotinha, apesar da vigilância das berçaristas, havia conseguido alcançar o M., que estava sentadinho perto dela, que foi questão de segundos e tals. E eu lá, escutando todas aquelas escusas sem ter o que dizer, olhando o hematoma no bracinho do meu filho. Disse apenas que sabia, quando havia optado por colocar os bebês no berçário, que eles estariam expostos a esse tipo de coisa, pedi que ela conversasse com a mãe da "bebê", para tentar compreender o porquê do comportamento agressivo dela e tentar corrigir (providência que, ela me garantiu, já havia sido tomada). O que mais eu ia dizer ou fazer? Senti-me tão impotente, mesmo sabendo que esta é apenas a primeira das muitas "mordidas" que ele irá levar pela vida afora, e que, provavelmente, eu não poderei fazer nada para evitar, deu vontade de chorar (e chorei mesmo, mais tarde...).
segunda-feira, 18 de maio de 2009
É só comigo que estas coisas acontecem?
Cena Um:
*Cenário: um shopping center qualquer da cidade, lotado, porque, exatamente como você, ninguém tem nada melhor para fazer no domingo à tarde...
Você está com a família no shopping, marido, filhos gêmeos, cunhada-amiga-madrinhadosmoleques e sobrinhas. Estão todos lá, shoppeando...
Daí, o marido vai tirar o filho do carrinho para "dar uma volta, andar um pouco", e, de repente, ele te olha com aquele olhar entre culpado e amedrontado (?), e diz:
- O elástico da calça do M. estava solto...
- ... e? você pergunta sem entender.
- Entrou.
- O quê?
- O elástico da calça estava solto e entrou no cós.
(Explique-se que a calça do moleque é daquelas para bebê que se ajusta no cós, com um elástico que fica preso em botões. As mamãs de plantão conhecem bem, estou certa?! E também sabem que quando a joça do elástico "entra", haja saco pra tirar!)
Daí, vai você (porque estas tarefas "inglórias" só sobram para as mães) tentar tirar o elástico de dentro do cós. Isto, com a calça vestindo o moleque e ele esperneando, claro.
- Filho, fica quietinho, por favor. Ajuda a mamãe, que está difícil. - você diz umas três vezes.
Aí, depois da terceira, quando você se dá por vencida e entende que daquele jeito não vai dar certo, você apela e tira a calça do moleque, deixando ele lá só de fraldas, no meio da praça central do shopping. Você, então, tira daquela sua super bolsa, uma pinça e, agora, devidamente paramentada, tenta pinçar o raio do elástico.
Em resumo, meia hora e uma quase-LER depois, está lá a calça, com o elástico ajustado e bem preso no botão, e devidamente no lugar, ou seja, cobrindo as partes pudentas do seu moleque, que passeia feliz da vida.
Cena Dois:
*Cenário: o mesmo shopping, um tempo mais tarde...
Você está numa cafeteria, tomando seu cappuccino e tentando manter aquele bate-papo com sua cunhada-amiga-madrinhadosmoleques. Acaba a energia no shopping (pela quinta vez, desde que vocês chegaram). Desligam o ar condicionado. Vocês começam a derreter de calor. Os moleques (gêmeos, lembram?) começam a choromingar, e minutos depois, desatam a berrar de calor, e tudo o mais.Você tenta subornar a sua filha, que chora desconsolada, com o seu crachá da empresa ou um pão de queijo (o que funcionar primeiro), tudo para tentar desesperadamente manter aquele papinho que estava fluindo tão bem, enquanto o Marido tenta consolar o garoto, sabe deus como.
Daí você escuta, o seguinte comentário, numa voz feminina, vindo da mesa atrás de vocês:
- Gêmeos, deeeeus me livre. Olha só o sofrimeeento! Estou fora. Deeeeus me livre! (Assim mesmo, bem enfático.)
Você se deu ao trabalho de olhar para trás para mirar a "pessoa" que proferiu esta pérola? Nem eu.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Meus passarinhos ensaiam voo
Pois é, na terça-feira passada, chegamos para buscá-los na creche, e as "tias" estavam todas em polvorosa, porque a M. simplesmente se levantou e saiu andando, assim de repente.
E eu não presenciei isto. Eu não estava lá.
Eles crescem tão rápido. Eu não consigo acompanhar. Não fui a primeira a vê-los andando. E sinto que vou perder muitos mais momentos preciosos como estes.
Às vezes, pego-me pensando se vale à pena tamanho sacrifício, para mim e para eles...
Que tenhamos todas um Feliz Dia das Mães!
quinta-feira, 26 de março de 2009
O tempo fechou
O silêncio entre vocês é retumbante, tão ensurdecedoramente desconcertante, que vocês somente conseguem falar sobre o tempo, "será que hoje vai chover?", "não, acho que hoje não chove mais"...
Estranho... bem estranho, e triste. :(
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Desabafo antigo
Transcrevo aqui o inteiro teor, sem edições:
"Estou cansada de gente falsa, invejosa, de gente fútil e superficial. Estou cansada de gente que acha que sabe de tudo, de gente que emite suas opiniões superficiais, sem conhecer todo o contexto, de gente com quem conversamos "pisando em ovos", com medo de cair numa armadilha. Estou cansada de gente que acha, sempre, que seus problemas são maiores ou mais importantes que os dos outros. Estou cansada de gente egoísta, falsa (acho que já disse isso), cruel e covarde, que fere as pessoas e depois acha que um simples "me desculpe" resolve tudo. Acho que estou mesmo é cansada de gente!!"
Fico aqui pensando, o tempo passa, mas algumas coisas nunca mudam...
